Blog UPA 2011

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Unicamp de Portas Abertas

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UPA – Uma seleção de fotos do repórter fotográfico Antonio Scarpinetti

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UPA – Fotos do Instituto de Biologia (Gustavo Shimizu)

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UPA – Mais fotos do Instituto de Biologia (Washington Marcondes)

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Alunos do Cotil fazem apresentação cultural aos upeiros

Já estavam todos de prontidão às 9h30 do sábado (3) no Espaço Cultural Casa do Lago. Animado, o grupo de alunos do Colégio Técnico de Limeira (Cotil) da Unicamp já se preparava para a apresentação cultural que faria aos estudantes da UPA. “Haverá apresentação de esquetes e bandas. São criações dos alunos que participaram do evento anual do Colégio, chamado Cotil Arte”, explicou André Albino, professor de filosofia do Cotil. “Ontem[sexta], nós fizemos uma roda de samba muito animada para os alunos da UPA”, complementou.
(Sílvio Anunciação)

Mito ou realidade: engenharia é uma carreira “para homens”?

Cíntia Veiga e Nayara Silva

Quantas vezes se ouve de familiares, colegas, amigos e até mesmo professores que engenharia é “curso de homem’’? O fato é que, na Unicamp, a predominância masculina nos cursos é grande. Segundo dados da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares), os cursos de Engenharia de Computação, de Controle e Automação e de Mecânica são os campeões. Cerca de 90% dos alunos são do sexo masculino. Já em Engenharia Química, o número é mais balanceado: 55% dos ingressantes são homens. Em Engenharia de Alimentos, a estatística é o inverso: 80% são mulheres.

Devido a esse mito, o Blog da UPA quis saber a opinião de alunos, professores e estudantes que desejam concorrer a uma vaga na Unicamp sobre esse assunto. Cíntia Veiga, de 17 anos, vai prestar vestibular na Unicamp neste ano para o curso de Engenharia Elétrica, e não se diz intimidada pela escolha. “Faço técnico em eletrônica, e por isso, já tenho um bom conhecimento da área, o que me motivou ainda mais a cursar Engenharia Elétrica”. Para ela, muitas mulheres não se interessam pela área por causa do preconceito. “Em indústrias, por exemplo, o pré- requisito para concorrer a algumas vagas de engenharia é ser do sexo masculino.” A amiga de Cíntia, Nayara Silva, de 18 anos, também vai prestar Engenharia, só ainda não se decidiu por qual. “Minha mãe ficou meio apreensiva quando disse que ia prestar Engenharia, mas meu pai me deu total apoio”.

Os estudantes de Engenharia Elétrica e Computação, Juany Souza, Renan William e José Américo Freitas confirmaram as estatísticas: na sala de José, de 99 alunos, apenas 9 são mulheres, e na de Renan, de 70 alunos, 10 são mulheres. “Por experiência própria, as mulheres agregam  bastante à equipe, porque mantêm o grupo coeso. A tendência de um grupo formado só por homens é se desintegrar mais rápido do que quando há mais mulheres”, diz Juany.

Para o professor José Vicente D’Angelo, da Faculdade de Engenharia Química, a faculdade que possui o número mais equilibrado entre homens e mulheres ingressantes (55% do sexo masculino), as mulheres se interessam mais por essa engenharia por conta do mercado de trabalho mais abrangente. “Por exemplo, na Engenharia Mecânica, uma das que possui menos mulheres ingressantes, isso ocorre porque é um setor mais pesado e que tem um pouco de resistência à contratação de mulheres. A área da Engenharia Química possui uma maior quantidade de indústrias, e por isso, uma aceitabilidade maior”. Mas o professor afirma que nem sempre o curso atraiu tantas pessoas do sexo feminino. Em sua sala de graduação, havia apenas três mulheres. Ele afirma que esse fenômeno é recente: de 15 anos para cá o número aumentou gradativamente.

O desconhecimento sobre a grade de disciplinas dos cursos de engenharia também contribui para que as mulheres não considerem a carreira como uma opção. A estudante Maria Laura Silva, de 14 anos, disse que não cogitou prestar Engenharia Mecânica, pois teria que “lidar com carros”, trabalho braçal, e que por isso, prefere Engenharia Química. O estudante de Engenharia Mecânica, Felipe Eduardo Mayer,  desmistifica: “O curso de Engenharia Mecânica é muito teórico, nós quase não temos que lidar com trabalhos mais pesados e práticos”.
Texto: Mariana Ceriani
Fotos: Carolina Grohmann

Maria Laura Silva

Juany Souza, Renan William e José Américo Freitas

Juany Souza, Renan William e José Américo Freitas

José Vicente D'Angelo

Fim de UPA e do Blog da UPA 2011

Fim da UPA 2011 e deste blog, que publicou 50 posts, com este, entre quinta-feira (1) e hoje (3)

Obrigado, de novo, a quem passou por aqui. Continuamos pedindo desculpas pelas falhas. Nós próximos dias serão incluídos, ainda, alguns textos e fotos que ‘ficaram pelo caminho’.
Até a UPA 2012

Participaram da cobertura da UPA 2011
Textos
Álvaro Kassab, Carmo Gallo Neto, César Maia, Debora Holcman, Edimilson Montalti, Gabriela Villen, Juliana Sangion, Luiz Sugimoto, Magdalei Amorim, Mariana Ceriani, Manuel Alves Filho, Maria Alice da Cruz, Raquel do Carmo Santos, Sílvio Anunciação, Ricardo Adorno
Edição de imagens: Alex Mattos e Everaldo Silva
Fotos
Antonio Scarpinetti, Carolina Grohmann, Felipe Barreto, Gustavo Shimizu, Hélio Costa Júnior, Ronei Thezolin, Marcos Rogério Pereira, Antonio Carlos da Costa, Fátima Alonso,
Vídeos César Maia, João Ricardo Boi, Juliana Sangion, Luíza Bragion , Marcos Ribeiro, Mayara Bruno da Silva, Ricardo Adorno, Rodrigo do Carmo, Ruy Júnior
Blog Everaldo Silva e Laura Rodrigues (criação)
Apoios Dulce Bordignon, Mateus Fioresi, Patrícia Lauretti, Tialis Alves
Edição Isabel Gardenal e Roberto Costa
Supervisão Clayton Levy

Agradecimentos
- Equipe do CCUEC que tornou possível mais este blog – Paulo Moraes, Gian Barcelini, Elaine Santos e Silvana Mieko
- Equipe da CamerawebCCUEC:  Rubens Queiroz de Almeida e Denis Gabriel Ignacio
- Mohamed Habib e Carlos Renato Paraíso pela cessão de funcionários de suas unidades
- Carmen Bolonhini Zink e equipe de organização da UPA

ESPECIAL
Tatá, continuamos na torcida pela sua recuperação total

O segundo vídeo do Rodrigo do Carmo…

O jornalista Rodrigo do Carmo andou pelo campus da Unicamp por quase 10 horas, nos dois dias da UPA, munido de uma máquina digital Sony amadora – mas com com boa resolução. Aproveitou ao máximo os 50 minutos que teve cada dia para gravar. Demorou algumas boas horas para editar o que produziu. Na ‘telinha’, Rodrigo usava sempre o jargão “pessoas”, que já o acampanha desde os tempos que tabalhou em tevês da Baixada Santista. O segundo vídeo de “Pessoas” está aí. “Pessoas” promete voltar na próxima UPA.

PARA CONFERIR
Vídeo do dia 2 de setembro
Vídeo do dia 3 de setembro

Oficina de Ginástica

Ainda no Básico II, uma enorme e animada roda de estudantes se formou no saguão. Eles tinham acabado de ver uma apresentação do Grupo Ginástico da Unicamp (GGU) e alguns deles se arriscavam a participar da oficina oferecida pelos alunos da Faculdade de Educação Física (FEF), subindo na pirâmide humana. “Praticamos vários tipos de ginástica e mostramos um pouco dos exercícios que praticamos no dia a dia dos treinamentos. Agora, todos estão convidados a participar da oficina”, convocava Camila Milani, integrante do GGU. “A profissão que quero é nutrição, mas tivesse oportunidade, faria ginástica, porque achei muito interessante”, disse Lidiane do Prado Oliveira, da Escola Capital Vitório Togni (Cabreúva, SP), logo depois de descer da pirâmide.
Texto: Luis Sugimoto
Foto: Hélio Costa Júnior

Palestras marcam 2º dia da UPA

O professor Maurício Kleinke, coordenador-executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), abriu a série de palestras promovida na manhã de ontem no Centro de Convenções, no último dia da Unicamp de Portas Abertas (UPA). Ele falou sobre o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), o primeiro sem cotas implantado em uma universidade brasileira, visando estimular o ingresso de estudantes da rede pública na Unicamp, ao mesmo tempo em que promove a diversidade étnica e cultura. Os candidatos que optam pelo Paais na inscrição para o vestibular recebem, automaticamente, 30 pontos a mais na nota final, sendo que os autodeclarados pretos, pardos e indígenas têm acrescidos outros 10 pontos.

“Vou apresentar o programa e discutir alguns dos seus resultados, mostrando que os candidatos que vêm da rede pública têm um desempenho, dentro da Universidade, melhor do que tinham na passagem do vestibular em alguns cursos; em outros cursos, não, mas maior na média. No fundo, a maior importância do Paais está em incentivar todo bom aluno a concorrer à Unicamp, tanto da rede pública como privada. Ocorre que já temos bom número de concorrentes de escolas particulares e precisamos ampliar o número da rede pública, que forma 500 mil alunos, mas só 15 mil se inscrevem em nosso vestibular”, antecipou Maurício Kleinke.

No meio do público estava Jonathan Moraes, morador de Lindoia que já concluiu o ensino médio e faz cursinho em Amparo (SP). “Vim conhecer melhor o Paais porque sempre estudei em escola pública e acho que o programa pode dar uma força para eu passar no vestibular da Unicamp”.

Em outra sala do Centro de Convenções, o professor Mohamed Habib, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, preparava-se para discorrer sobre os cursos de extensão oferecidos pela Universidade. E, num terceiro auditório, a palestra seria da professora Cláudia Valladão de Mattos, sobre a importância da internacionalização da Unicamp, tanto incentivando seus professores e alunos a passarem um período no exterior, como atraindo os estrangeiros para cá.

As palestras mais concorridas pelos alunos ocorreram no Ciclo Básico II, onde os docentes prestaram informações e tiraram dúvidas sobre os cursos oferecidos pela Unicamp. Em uma das salas abarrotadas, os estudantes ouviam sobre os cursos de Letras (licenciatura), Estudos Literários e Linguística.
Texto: Luiz Sugimoto
Foto: Antonio Scarpinetti

VÍDEO Professores visitam estande da Comvest

Produção do vídeo: Ricardo Adorno